Aborto: questão de saúde pública ou economia dos cofres públicos?
Sem categoria junho 18th, 2008Estava eu assistindo o programa do Jô Soares um dia desses. A entrevistada era a cantora Ana Carolina. A surpresa ocorreu quando ela disse que sua mãe queria abortá-la, e, graças a uma tia, a qual convenceu a mãe a não cometer tal ato, a cantora nasceu. Nesse momento, meu coração apertou, pois imaginei os inúmeros bebês que não nasceram em virtude de abortos cometidos por suas mães. Tais crianças, assim como Ana Carolina, poderiam ser cantores maravilhosos, artistas, engenheiros, médicos, arquitetos, cientistas, publicitários, descobridores de curas, e até mesmo o escolhido de Deus para formar uma famÃlia feliz juntamente com seu (sua) esposo/esposa. Situação bastante triste aos olhos da SantÃssima Trindade.
O Ministro da Saúde afirma que o aborto é questão de saúde pública no Brasil, motivo pelo qual deveria ser legalizado. O mesmo chegou a afirmar que deveria também ser permitido o aborto, evitando-se o nascimento de criminosos, já que a comunidade carente não tem condições de criar filhos.
Contudo, tenho outra visão, e bastante simples por sinal: economia de dinheiro público. Isso mesmo. Não é questão de saúde pública, mas sim porque é muito mais barato para o governo promover o aborto do que ter de tratar da saúde das mulheres grávidas, e manter a saúde, educação, moradia, etc para esse futuro adulto, que irá acrescentar inúmeras despesas ao Estado. Perceba: o governo, ao invés de conscientizar a população e promover polÃticas públicas sobre os males do aborto, prefere legalizar o aborto, o qual é infinitamente mais barato. Também não aceito o argumento de que muitas mães estão fazendo aborto em clÃnicas clandestinas, o que prejudica as mesmas, pois a legalização não irá dizimar a clandestinidade. Pode até diminuir, mas não acho isso um argumento plausÃvel. O problema, na verdade, é a ausência de educação sexual, principalmente nas comunidades mais carentes.
Além disso, acho absurdo o julgamento prévio que é feito aos filhos de mães de comunidades pobres. Quer dizer que, automaticamente, a criança será criminosa? Isso é argumento? A criança nem nasceu é já é taxada? Lógico que não. Temos inúmeros exemplos na sociedade brasileira de que pobreza não é sinal de criminalidade. Logo, esse argumento é, no mÃnimo, bizarro. Fere todos os preceitos constitucionais fundamentais.
Por tais razões, devemos lutar pela conscientização das pessoas quanto aos males do aborto e promover a educação sexual de todos, e não seguir pelo caminho simplista e errado que o governo pretende adotar. Não podemos aceitar o fato defendido pelo governo. A vida humana, em todos os seus aspectos, vale infinitamente mais que o dinheiro estatal.
junho 18th, 2008 at 20:54
a paz..td bemmm? acabei de criar um blog tbmm…li alguns de seus textos e gostei mto…ki nos Catolicos possamos estar unidos cada vez mais na evangelizacao! Deus te abencoe
junho 19th, 2008 at 14:16
Amém flavinha! Que Deus abençoe você e toda sua famÃlia!
junho 24th, 2008 at 15:07
não concordo sobre o que afirma sobre a intenção governamental de permitir o aborto visando economia de dinheito público. o governo já não aplica bem esse dinheiro no que a população precisa e, de uma forma ou de outra, é um argumento extremamente simplista. Da mesma forma com que a discussão é trazida exaustivamente pela religião, ela é trazida pela ciência. realmente, por meio de pesquisas, podemos verificar que há saúde pública em jogo em razão da real existência da clandestinidade na prática de abortos. a vida da mãe também corre risco. mas, concordo que, em vista da herança cultural de nossa sociedade, é mais viável praticar polÃticas públicas visando educação sexual, saúde, etc., do que permitir o aborto no momento.
o julgamento prévio de filhos de menos favorecidos é realmente uma herança vergonhosa.
concordo sobre a educação sexual, realmente deve ser efetivada.
sobre o aborto em si, acredito que é uma prática fluente em nossa sociedade, acho plausÃvel seu consentimento pelo governo. tanto a saúde pública como a vida acho ambos argumentos plausÃveis, porém ainda prefiro a legalização (por não acolher argumentos de fé), se esta for trazida com um controle governamental efetivo (o que é, de qualquer jeito, improvável nos dias de hoje).