Aprovação da pesquisa em células-tronco embrionárias: como Cristo se sente sobre isso?
Sem categoria junho 14th, 2008Não teve jeito. Mesmo com todo o esforço da Igreja Católica (somente ela, da área religiosa, colocou a “cara a tapa” perante a mídia e os órgãos públicos), foi aprovada a pesquisa com células-tronco embrionárias (aquelas tiradas de embriões humanos). A questão, na verdade, foi a maneira como a imprensa (inclusive a do governo) apresentou as benesses da pesquisa. Não houve honestidade no lobby realizado, já que, em poucos momentos, antes da aprovação das pesquisas pelo STF, foi informado de que não há resultados exatos e precisos acerca da cura dos deficientes físicos com a utilização de células-tronco embrionárias. Ao contrário: não há resultado algum, inclusive no exterior. O Brasil entrou na fila dos países que aprovaram as pesquisas, mas que não atingiram qualquer resultado. Um professora gaúcha, que foi uma das cabeças para a aprovação das pesquisas, afirmou categoricamente que não promete nada (conferir: ). Vê-se que nada há de concreto. Podemos até analisar que os países europeus que já fazem pesquisas com células-tronco embrionárias não conseguiram nada ainda (por exenplo, a Suiça aprovou as pesquisas em 1999 e até o momento não obteve resultados positivos). Mas, de qualquer modo, foi aprovada a pesquisa no STF.
Agora, vamos analisar alguns pontos que estão realmente por trás da aprovação e que foram poucamente divulgados. Em primeiro lugar, um dos objetivos da aprovação da pesquisa é o descarte dos embriões congelados a mais de três anos. As empresas da área não sabiam o que fazem com o milhares de embrões congelados em suas “geladeiras”. Necessitavam de uma lei que as autorizasse o descarte. Mas, inteligentemente, sabiam qual seria a reação da sociedade em face de seus interesses. Sendo assim, buscaram outro meio: exatamente a aprovação de “pesquisas” com células-tronco embrionárias, para fazerem (sem economizar palavras) o que bem entendem. Assim, com a declaração de constitucionalidade da lei de biossegurança pelo STF, autorizou-se o descarte em massa dos embriões humanos congelados a mais de três anos (até porque os seis votos vencedores foram no sentido de autorização de pesquisas sem qualquer restrição, inclusive sem órgão fiscalizador específico). Ou seja, estamos jogando no lixo células com potência de gerar seres humanos.
Em segundo lugar, temos o interesse dos grandes laboratórios em abocanhar as verbas governamentais que irão patrocinar as pesquisas. Ora, esse lobby também foi extremamente forte. Claro estava que o governo apóia as pesquisas. Com isso, os cientistas da área passaram a apoiar também, com certeza com o intuito de ser patrocinado pelo governo brasileiro e garantir muitos anos de sossego financeiro, mesmo sabendo da dificuldade dos resultados da pesquisa.
Também, a autorização da pesquisa com células-tronco embrionárias tem por objetivo abrir as portas para todas as demais discussões acerca de embriões e fetos humanos. Não se engane: iniciamos uma nova batalha em defesa da vida humana. Agora, as correntes abortistas irão buscar seus respaldos nos votos vencedores dos ministros do STF. Salvo engano, todos deram opinião acerca do início da vida, sendo que todos não foram no sentido de ser a partir da fecundação. Grande derrota nossa. Quanto aos embriões, a parte mais trágica é o fato de inciarmos pesquisas irrestritas com os mesmos. Me impressionei com a discussão recente na Europa nos países que fazem pesquisa com células-tronco embrionárias: a proteção jurídica dos embriões híbridos. Bizarro: os embriões híbridos são aqueles em que há mistura de DNA humano com DNA de animais!!!! Olha a que ponto chegamos! O descaso com a vida humana é tanto que se mistura DNA de seres humanos com as demais espécies (confira o artigo veiculado no TERRA: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1883618-EI312,00-Vaticano+criacao+de+embrioes+hibridos+e+monstruosa.html). Do mesmo modo, os países não sabem o que fazer com tais embriões.
Por isso irmãos, devemos orar e estudar bastante, para podermos defender a posição da Igreja Católica em prol da vida e para aqueles que não podem se expressar/defender.
Em vista disso, faço a minha pergunta: como Cristo se sente com tudo isso?
junho 17th, 2008 at 16:56
A sociedade caminha rumo ao desprezo por Deus.
Todos argumentos dos meus colegas acerca das pesquisas com células tronco busca uma cisão entre fé e razão. Eles dizem: “Quem não é religioso tem direito de se orientar conforme seu entendimento”, ou “A Igreja não tem nada que se meter nos assuntos do Direito”.
Isso, de fato, tem um quê de verdade. O próprio Deus nos dá a liberdade de seguirmos ou não seus passos. Mas, em Seu coração, ele quer que todos busquemos a ELe.
Realmente, cabe a nós tentarmos imprimir Cristo no mundo, mas será que o Direito é a melhor forma de fazê-lo? A lei é dotada de uma coercibilidade que não condiz com aquilo que Deus quer de cada um: a livre adesão a sua proposta de Vida.
O que vc acha da relação entre Direito e Religião?
junho 18th, 2008 at 14:08
Boa tarde Vítor!! Obrigado pelo seu comentário! Que Deus te abençoe!
Realmente, o mundoo prega o desprezo de Deus e de Suas palavras e ensinamentos. Além disso, buscam de forma grotesca a dissociação entre a razão e a fé. Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que essa ruptura, para nós católicos/cristãos é impossível. Não há como pensar sem levar em consideração a sua fé. Não há como ter fé sem levar em consideração a razão. O Papa João Paulo II escreveu uma encíclica maravilhosa exatamente discutindo as relações intrínsecas entre fé e razão, concluindo que “A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-o e amando-o, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”. Recomendo a leitura.
Logo, denota-se a indissociabilidade entre a fé e a razão. Mas na verdade ocorre um erro na nomenclatura. O que se quer diferenciar são as verdades de fé e as verdades científicas (vulgarmente chamada de “razão”). Ora, as verdades de fé são subjetivas e dependem de uma experiência pessoal, e essa não é só de fé, já que também envolve o racional das pessoas, tanto que elas chegam a mudar de comportamento. As verdades científicas são baseadas nos paradigmas que regem a sociedade no momento da discussão; logo, também têm uma carga de subjetividade e domínio de conhecimento pessoal. Não se pode descartar que a prova científica, para a nossa sociedade ocidental, tem um valor muito maior, e não devemos descartá-la. O problema surge quando a prova científica é manipulada, o que ocorreu no casos das pesquisas com células-tronco embrionárias.
Como católico, de maneira alguma acho que a Igreja deva se omitir perante as questões relevantes na sociedade. Ao contrário, como membro do corpo social, a igreja católica pode e deve se intrometer nas questões de direito, até porque ela também será submetida as sanções legais caso descumpra a lei. Por isso, A igreja pode e deve se meter, pois sofrerá diretamente (assim como nós) os efeitos das decisões políticas dos governantes, legisladores e julgadores. Não podemos ficar olhando para o céu. Devemos lutar pelas nossas crenças e melhorias da sociedade. Nesse ponto, recomendo a leitura do Documento de Aparecida, no qual os bispos da américa latina, juntamente com o Papa Bento XVI, discutem a realidade social, econômica e política da América Latina, propondo o modo como os discípulos missionários (nós) devemos agir para melhorar a nossa sociedade.
Acho que respondi indiretamente, nessas curtas linhas (até porque sua pergunta daria um tratado, o qual acredito não ter competência para escrever) a sua pergunta.
De modo direto, a História tem nos mostrado a indissociabilidade entre direito e religião. Sem dúvida alguma, a religião influencia diretamente o direito (ordenamento jurídico). A nossa Constituição Federal de 1988 sofreu influencia da doutrina judaico-cristão, principalmente no que tange à direito à vida, à moradia, à saúde, à vida digna, à família, os direitos do trabalho. Até mesmo no que tange à proteção da monogamia (considerando adultério como crime antigamente, por exemplo). Ora, a Igreja Católica influenciou enormemente o direito do trabalho como é atualmente. O Código Canônico inspirou várias cartas políticas durante o desenvolvimento do Constitucionalismo. A Igreja Católica garantiu o desenvolvimento de vários direitos humanos dos deficientes físicos. Sabemos que várias culturas antigamente descartavam os bebês que nasciam com qualquer tipo de deficiência.
Enfim, realmente, a lei não pode obrigar ninguém a buscar os preceitos de Deus. Mas nós que acreditamos nestes preceitos devemos, sempre na medida do possível, buscar colocá-los como pontos permitidos pelo ordenamento jurídico. Na verdade, é lógico que quero viver em uma sociedade que respeito o que eu penso e acredito ser verdade. Por isso, entendo que o Direito não pode ser abstraído (separado) absolutamente da Religião. Mas também, a sociedade não pode ficar a mercê dos dogmas religiosos, pois, como você bem afirmou, nem todos acreditam nas mesmas coisas. Nesse ponto, o Direito deve abarcar as situações que fogem aos conhecimentos/dogmas religiosos. Só que isso não significa que a Religião (leia-se Igreja Católica) deve aceitar, de modo incondicional, as imposições sociais, até porque algumas são absurdas e, além de serem contra a lei de Deus, são contra a natureza humana.
Espero ter respondido sua dúvida!
Um grande abraço! A paz de Cristo e a benção de Maria!
João
junho 19th, 2008 at 15:59
Muito bom o seu artigo. Precisamos de homens como você, que tenham um conhecimento correto do assunto, para dar testemunho da Verdade em meio aos homens de hoje. Criei tb um blog:Abnara( Luz da Glória ) neste site.
Que Deus te abençõe.
junho 23rd, 2008 at 14:08
Vocês querem achar que são melhores do que os evangélicos
“somente ela, da área religiosa”
ai de vcs no dia do julgamento porque na bíblia está escrito:
Só há um Deus, ou seja, somente uma Divindade (I Timóteo 2:5; I Coríntios 8:6; Deuteronômio 6:4; Isaías 45:22).
Deus não dá a sua glória, nem o seu louvor a qualquer outro ser, ou seja, Deus não reconhece nem um outro ser, que não Ele mesmo, como ser divino. (Isaías 42:8; Isaías 48:11).
Não devemos ter outros deuses, ou seja, outras divindades a quem adorar (Êxodo 20:3; Jeremias 25:6).
Devemos adorar somente a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo ? I João 5:7) e somente a Ele prestar culto (Deuteronômio 6:5, 13, 14; Mateus 4:10).
Se Deus é nosso Senhor, devemos servir somente a Ele (I Reis 18:21; Mateus 6:24; I Coríntios 10:21).
Não devemos fazer ou ter imagens de escultura para as quais se preste culto ou se faça pedidos (Deuteronômio 4:16-19; Êxodo 20:4; Êxodo 34:17).
Para Deus, os ídolos são obras de mãos humanas, sem valor e que nada representam (Salmo 115:4-8; Salmo 135:15-18; I Coríntios 8:4; I Coríntios 10:19).
Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas (Atos 7:48;Atos 17:24-25).
Culto a ídolos é abominação para Deus (Deuteronômio 32:16).
Os sacrifícios feitos a ídolos são, na verdade, sacrifícios feitos a demônios (Deuteronômio 32:17; I Coríntios 10:18-20; Apocalipse 9:20).
Devemos recusar a prática da idolatria em nossas vidas (I João 5:21; I Coríntios 10:14).
Jesus é o único caminho de acesso a Deus, e somente através dele há salvação para o homem (João 14:6; I Timóteo 2:5; Atos 17:30-31; I João 2:12; Atos 4:12; Provérbios 18:10).
Tudo o que pedirmos a Deus, devemos pedir somente por meio de Jesus, porque essa é a maneira que Deus estabeleceu para o homem se relacionar com Ele ? João 14:13, 14; I Timóteo 2:5; Colossenses 3:17.
Só temos um SENHOR, Jesus Cristo (Atos 2:36; I Coríntios 8:6).
Os idólatras não herdarão o reino de Deus (Efésios 5:5; Apocalipse 22:15).
Tá aí o que Deus disse
Ah é…
esqueci que vcs omitiram várias partes da bíblia,
que também está escrito:
“ai daqueles que acrescentar ou tirar uma só vírgula da palavra de deus”
junho 24th, 2008 at 14:23
Obrigado Júnior pelo contato. Vou acessar seu blog. Que Deus te abençoe também!
Obrigado também Renato pelo contato.
Infelizmente Renato, os protestantes (com todo respeito, evangélicos são TODOS aqueles que levam a boa nova=evangelho) discordam em vários pontos da doutrina católica.
Te afirmo, com certeza, que ninguém acha que é melhor que ninguém. A questão é que somente a Igreja Católica posicionou-se diante da mídia contra a pesquisa das células-tronco embrionárias, inclusive participando do processo como amicus curiae (amigo da corte) por meio da CNBB. Para não dizer, alguns grupos filosóficos participaram do debate no processo, mas, da área religiosa, somente a Igreja Católica Apostólica Romana participou diretamente da discussão.
Os milhares de grupos evangélicos não participaram do debate no STF. Apenas emitiram opiniões em seus canais de televisão e nos cultos. Pode até ser que são contra a pesquisa das células-tronco embrionárias, mas não mostraram a cara, não enfrentaram a mídia massificada, muito menos o STF. Na verdade, é muito fácil (como todos os caminhos divulgados no protestantismo) apenas divulgar sua opinião, sem lutar por ela onde deve haver a batalha.
Os seus questionamentos, graças aos pastores protestantes autointitulados, não merecem aqui refutação, pois, além de não ser o meu objetivo neste blog, a doutrina da Igreja Católica sempre os refutou, até porque são argumentos bastante antigos e que não convertem mais ninguém que verdadeiramente estuda os ensinamentos cristãos. Como sempre, a interpretação protestante, além de somente levar em consideração a escritura, traz versículos isolados, sem analisar o contexto histórico da escrita sagrada (SOLA SCRIPTURA). Não sei se você sabe, mas a doutrina católica também leva em consideração, além da sagrada escritura, a sagrada tradição, que são os ensinamentos dos primeiros cristãos.
Convido-o a estudar patrística.
Também, indico o excelente site http://www.veritatis.com.br. Garanto que todas suas dúvidas serão esclarecidas.
Que Deus ilumine seus caminhos.
Um abraço
agosto 13th, 2008 at 22:19
hebreus:4.13
E NÃO HÁ CRIATURA ENCOBERTA DIANTE DELE;
ANTES TODAS AS COISAS ESTÃO NUAS E PATENTES
DAQUELE COM QUEM TEMOS DE TRATAR.