Não teve jeito. Mesmo com todo o esforço da Igreja Católica (somente ela, da área religiosa, colocou a “cara a tapa” perante a mídia e os órgãos públicos), foi aprovada a pesquisa com células-tronco embrionárias (aquelas tiradas de embriões humanos). A questão, na verdade, foi a maneira como a imprensa (inclusive a do governo) apresentou as benesses da pesquisa. Não houve honestidade no lobby realizado, já que, em poucos momentos, antes da aprovação das pesquisas pelo STF, foi informado de que não há resultados exatos e precisos acerca da cura dos deficientes físicos com a utilização de células-tronco embrionárias. Ao contrário: não há resultado algum, inclusive no exterior. O Brasil entrou na fila dos países que aprovaram as pesquisas, mas que não atingiram qualquer resultado. Um professora gaúcha, que foi uma das cabeças para a aprovação das pesquisas, afirmou categoricamente que não promete nada (conferir: ). Vê-se que nada há de concreto. Podemos até analisar que os países europeus que já fazem pesquisas com células-tronco embrionárias não conseguiram nada ainda (por exenplo, a Suiça aprovou as pesquisas em 1999 e até o momento não obteve resultados positivos). Mas, de qualquer modo, foi aprovada a pesquisa no STF.

Agora, vamos analisar alguns pontos que estão realmente por trás da aprovação e que foram poucamente divulgados. Em primeiro lugar, um dos objetivos da aprovação da pesquisa é o descarte dos embriões congelados a mais de três anos. As empresas da área não sabiam o que fazem com o milhares de embrões congelados em suas “geladeiras”. Necessitavam de uma lei que as autorizasse o descarte. Mas, inteligentemente, sabiam qual seria a reação da sociedade em face de seus interesses. Sendo assim, buscaram outro meio: exatamente a aprovação de “pesquisas” com células-tronco embrionárias, para fazerem (sem economizar palavras) o que bem entendem. Assim, com a declaração de constitucionalidade da lei de biossegurança pelo STF, autorizou-se o descarte em massa dos embriões humanos congelados a mais de três anos (até porque os seis votos vencedores foram no sentido de autorização de pesquisas sem qualquer restrição, inclusive sem órgão fiscalizador específico). Ou seja, estamos jogando no lixo células com potência de gerar seres humanos.

Em segundo lugar, temos o interesse dos grandes laboratórios em abocanhar as verbas governamentais que irão patrocinar as pesquisas. Ora, esse lobby também foi extremamente forte. Claro estava que o governo apóia as pesquisas. Com isso, os cientistas da área passaram a apoiar também, com certeza com o intuito de ser patrocinado pelo governo brasileiro e garantir muitos anos de sossego financeiro, mesmo sabendo da dificuldade dos resultados da pesquisa.

Também, a autorização da pesquisa com células-tronco embrionárias tem por objetivo abrir as portas para todas as demais discussões acerca de embriões e fetos humanos. Não se engane: iniciamos uma nova batalha em defesa da vida humana. Agora, as correntes abortistas irão buscar seus respaldos nos votos vencedores dos ministros do STF. Salvo engano, todos deram opinião acerca do início da vida, sendo que todos não foram no sentido de ser a partir da fecundação. Grande derrota nossa. Quanto aos embriões, a parte mais trágica é o fato de inciarmos pesquisas irrestritas com os mesmos. Me impressionei com a discussão recente na Europa nos países que fazem pesquisa com células-tronco embrionárias: a proteção jurídica dos embriões híbridos. Bizarro: os embriões híbridos são aqueles em que há mistura de DNA humano com DNA de animais!!!! Olha a que ponto chegamos! O descaso com a vida humana é tanto que se mistura DNA de seres humanos com as demais espécies (confira o artigo veiculado no TERRA: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1883618-EI312,00-Vaticano+criacao+de+embrioes+hibridos+e+monstruosa.html). Do mesmo modo, os países não sabem o que fazer com tais embriões.

Por isso irmãos, devemos orar e estudar bastante, para podermos defender a posição da Igreja Católica em prol da vida e para aqueles que não podem se expressar/defender.

Em vista disso, faço a minha pergunta: como Cristo se sente com tudo isso?