Família em primeiro lugar

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Gostaria de partilhar com todos um excelente texto escrito pelo Professor da USP Stephen Kanitz sobre a família em primeiro lugar.  Esse texto é bastante inspirador e complementa os ensinamentos católicos/cristãos acerca da família.

No artigo, o professor destaca a importância da escolha pela família por parte do profissional. Publicado na Revista Veja, edição 1739, ano 35, nº 7, 20 de fevereiro de 2002, página 26.

“Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu. Ele era um dos poucos engajados no social, embora fosse pessoalmente um workaholic.

O encontro foi na própria empresa, ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa nem com
os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.
Seus olhos estavam estranhos, achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. Bobagem minha pensei, homens não choram, especialmente na frente de outros.

Mas durante a sobremesa ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse lembrado dos impostos pagos no dia, impostos que ele sabia que nunca seriam usados para o social.

“Minha filha vai se casar amanhã”, disse sem jeito, “e só agora a ficha caiu. Eu fui um tremendo de um workaholic e agora percebo que mal a conheci. Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo a minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.”

Voltei para casa arrasado. Por meses eu me lembrava dessa cena patética e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.

Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição ética tão óbvia, trivial, nem tão aceita por aí. Basta entrar na internet e você encontrará milhares de artigos que lhe dirão para colocar em primeiro lugar os outros - a sociedade, os amigos, o dever, o trabalho, o cliente, raramente a família.

Normalmente, a grande discussão é como conciliar o conflito entre trabalho e família, e a saída salomônica é afirmar que dá para fazer ambos. Será?

O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo à peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho. Ele se atrasou justamente porque tentou “conciliar” trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.

Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo, teria levado pessoalmente a criança ao evento, teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.

A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de “conciliar” família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar, muito antes das inevitáveis crises, quem você prioriza e coloca em primeiro lugar. Você não terá de tomar difíceis decisões de lealdade na última hora, pois a opção já terá sido previamente discutida e emocionalmente internalizada.

Na época pensava deixar de ser professor da USP, apesar do ambiente tranqüilo e dos três meses de férias que a carreira proporcionava. Mas aquele almoço me fez ficar, para desespero de meus alunos.

Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social. Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena: “Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar”.

Qual o verdadeiro “sucesso” de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia? De que adianta fazer uma fortuna para ter de dividi-la pela metade num ruinoso divórcio e pagar pensão à ex-esposa para o resto da vida? De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar na sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?

Os leitores que ficaram indignados porque não tiro férias podem ficar tranqüilos. Eu só não tiro férias aqui da Veja, como a maioria dos colunistas.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)”

Que Deus abençoe e Maria proteja aquelas pessoas que escolhem a família!

Aborto: questão de saúde pública ou economia dos cofres públicos?

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Estava eu assistindo o programa do Jô Soares um dia desses. A entrevistada era a cantora Ana Carolina. A surpresa ocorreu quando ela disse que sua mãe queria abortá-la, e, graças a uma tia, a qual convenceu a mãe a não cometer tal ato, a cantora nasceu. Nesse momento, meu coração apertou, pois imaginei os inúmeros bebês que não nasceram em virtude de abortos cometidos por suas mães. Tais crianças, assim como Ana Carolina, poderiam ser cantores maravilhosos, artistas, engenheiros, médicos, arquitetos, cientistas, publicitários, descobridores de curas, e até mesmo o escolhido de Deus para formar uma família feliz juntamente com seu (sua) esposo/esposa. Situação bastante triste aos olhos da Santíssima Trindade.

O Ministro da Saúde afirma que o aborto é questão de saúde pública no Brasil, motivo pelo qual deveria ser legalizado. O mesmo chegou a afirmar que deveria também ser permitido o aborto, evitando-se o nascimento de criminosos, já que a comunidade carente não tem condições de criar filhos.

Contudo, tenho outra visão, e bastante simples por sinal: economia de dinheiro público. Isso mesmo. Não é questão de saúde pública, mas sim porque é muito mais barato para o governo promover o aborto do que ter de tratar da saúde das mulheres grávidas, e manter a saúde, educação, moradia, etc para esse futuro adulto, que irá acrescentar inúmeras despesas ao Estado. Perceba: o governo, ao invés de conscientizar a população e promover políticas públicas sobre os males do aborto, prefere legalizar o aborto, o qual é infinitamente mais barato. Também não aceito o argumento de que muitas mães estão fazendo aborto em clínicas clandestinas, o que prejudica as mesmas, pois a legalização não irá dizimar a clandestinidade. Pode até diminuir, mas não acho isso um argumento plausível. O problema, na verdade, é a ausência de educação sexual, principalmente nas comunidades mais carentes.

Além disso, acho absurdo o julgamento prévio que é feito aos filhos de mães de comunidades pobres. Quer dizer que, automaticamente, a criança será criminosa? Isso é argumento? A criança nem nasceu é já é taxada? Lógico que não. Temos inúmeros exemplos na sociedade brasileira de que pobreza não é sinal de criminalidade. Logo, esse argumento é, no mínimo, bizarro. Fere todos os preceitos constitucionais fundamentais.

Por tais razões, devemos lutar pela conscientização das pessoas quanto aos males do aborto e promover a educação sexual de todos, e não seguir pelo caminho simplista e errado que o governo pretende adotar. Não podemos aceitar o fato defendido pelo governo. A vida humana, em todos os seus aspectos, vale infinitamente mais que o dinheiro estatal.

Aprovação da pesquisa em células-tronco embrionárias: como Cristo se sente sobre isso?

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Não teve jeito. Mesmo com todo o esforço da Igreja Católica (somente ela, da área religiosa, colocou a “cara a tapa” perante a mídia e os órgãos públicos), foi aprovada a pesquisa com células-tronco embrionárias (aquelas tiradas de embriões humanos). A questão, na verdade, foi a maneira como a imprensa (inclusive a do governo) apresentou as benesses da pesquisa. Não houve honestidade no lobby realizado, já que, em poucos momentos, antes da aprovação das pesquisas pelo STF, foi informado de que não há resultados exatos e precisos acerca da cura dos deficientes físicos com a utilização de células-tronco embrionárias. Ao contrário: não há resultado algum, inclusive no exterior. O Brasil entrou na fila dos países que aprovaram as pesquisas, mas que não atingiram qualquer resultado. Um professora gaúcha, que foi uma das cabeças para a aprovação das pesquisas, afirmou categoricamente que não promete nada (conferir: ). Vê-se que nada há de concreto. Podemos até analisar que os países europeus que já fazem pesquisas com células-tronco embrionárias não conseguiram nada ainda (por exenplo, a Suiça aprovou as pesquisas em 1999 e até o momento não obteve resultados positivos). Mas, de qualquer modo, foi aprovada a pesquisa no STF.

Agora, vamos analisar alguns pontos que estão realmente por trás da aprovação e que foram poucamente divulgados. Em primeiro lugar, um dos objetivos da aprovação da pesquisa é o descarte dos embriões congelados a mais de três anos. As empresas da área não sabiam o que fazem com o milhares de embrões congelados em suas “geladeiras”. Necessitavam de uma lei que as autorizasse o descarte. Mas, inteligentemente, sabiam qual seria a reação da sociedade em face de seus interesses. Sendo assim, buscaram outro meio: exatamente a aprovação de “pesquisas” com células-tronco embrionárias, para fazerem (sem economizar palavras) o que bem entendem. Assim, com a declaração de constitucionalidade da lei de biossegurança pelo STF, autorizou-se o descarte em massa dos embriões humanos congelados a mais de três anos (até porque os seis votos vencedores foram no sentido de autorização de pesquisas sem qualquer restrição, inclusive sem órgão fiscalizador específico). Ou seja, estamos jogando no lixo células com potência de gerar seres humanos.

Em segundo lugar, temos o interesse dos grandes laboratórios em abocanhar as verbas governamentais que irão patrocinar as pesquisas. Ora, esse lobby também foi extremamente forte. Claro estava que o governo apóia as pesquisas. Com isso, os cientistas da área passaram a apoiar também, com certeza com o intuito de ser patrocinado pelo governo brasileiro e garantir muitos anos de sossego financeiro, mesmo sabendo da dificuldade dos resultados da pesquisa.

Também, a autorização da pesquisa com células-tronco embrionárias tem por objetivo abrir as portas para todas as demais discussões acerca de embriões e fetos humanos. Não se engane: iniciamos uma nova batalha em defesa da vida humana. Agora, as correntes abortistas irão buscar seus respaldos nos votos vencedores dos ministros do STF. Salvo engano, todos deram opinião acerca do início da vida, sendo que todos não foram no sentido de ser a partir da fecundação. Grande derrota nossa. Quanto aos embriões, a parte mais trágica é o fato de inciarmos pesquisas irrestritas com os mesmos. Me impressionei com a discussão recente na Europa nos países que fazem pesquisa com células-tronco embrionárias: a proteção jurídica dos embriões híbridos. Bizarro: os embriões híbridos são aqueles em que há mistura de DNA humano com DNA de animais!!!! Olha a que ponto chegamos! O descaso com a vida humana é tanto que se mistura DNA de seres humanos com as demais espécies (confira o artigo veiculado no TERRA: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1883618-EI312,00-Vaticano+criacao+de+embrioes+hibridos+e+monstruosa.html). Do mesmo modo, os países não sabem o que fazer com tais embriões.

Por isso irmãos, devemos orar e estudar bastante, para podermos defender a posição da Igreja Católica em prol da vida e para aqueles que não podem se expressar/defender.

Em vista disso, faço a minha pergunta: como Cristo se sente com tudo isso?

Início de uma grande jornada!

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Olá!

Sempre tive vontade de ter um blog, mas muita preguiça para escrever nos sites da internet. Mas, como todo católico/cristão, não há como ficar passivo aos acontecimentos do cotidiano brasileiro e mundial. Além disso, como bacharel em direito, tenho muitas partilhas e pensamentos próprios para trazer à discussão. Não só em relação aos fatos diários, mas também no que tange aos meus estudos jurídicos. Este blog, na verdade, é uma forma de desabafo. Que comecemos os trabalhos. Peço a intercessão de Nossa Senhora e de Santo Ivo (santo dos advogados/juristas), para que eu consiga expressar meus sentimentos e pensamentos jurídicos! Que Deus me abençoe e derrame graças nas famílias daqueles que, porventura, venham a ler estas humildes palavras deste pobre e pecador servo do Senhor!


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